Para mim o ano de 2006 não foi nada fácil. A cada semana eu ia para o pronto-socorro, em média 2 a 3 vezes por semana, tomar morfina. Também fiz em torno de três a quatro bloqueios nesse ano. O bloqueio é um procedimento utilizado para analgesia, digamos um pouco mais longa. É realizado com a aplicação de anestésicos. O alívio era curto, não demorava muito lá estava eu novamente para realizar mais um.
No início de 2007, mais precisamente março, fui ao pronto-socorro pq estava com dor no braço, estava muito desconfortável. Foi nessa época que foi realizada a ressonância e descoberta a siringomielia (já postado a respeito). Em julho de 2007 a dor no quadril estava intensificada bem como a dor nas costas. Em agosto de 2007 dei entrada no PS com dor intensa. Desta vez, fiquei internada. Era dia 31/08, nos dias seguintes fui submetida a exames. Em seguida fui submetida a laminectomia da L5-S1, estando a hérnia discal extrusa.
A cirurgia transcorreu muito bem, fiquei uma semana internada. Nas duas semanas seguintes somente fiz uso de analgésicos normais, sem ser opióides. A sensação foi muito boa, nossa, é muito bom mesmo ficar sem dor...
Na semana seguinte a dor voltou, mais intensa até. Realizada nova ressonância que mostrou a presença de uma fibrose epidural.
A fibrose epidural como uma cicatriz interna, que se forma em conseqüência da cirurgia de retirada da hérnia de disco lombar. Em volta do nervo existem ligamentos e músculos, estruturas que são manipuladas, cortadas, afastadas para a retirada da hérnia. Após o ato cirúrgico, pode haver uma cicatrização exuberante nesta região. Quando essa cicatrização é anormal, causando incômodo, muita dor e limitando a mobilidade, ocorrendo a fibrose, que pode ser diagnosticado através do exame de ressonância magnética.
Os sintomas da fibrose se manifestam da mesma maneira que uma hérnia de disco, porém são mais acentuados: contraturas musculares, dores, cãibras, enrijecimento muscular, dormência e formigamento.
Ainda não é possível prevenir o surgimento da fibrose, dizem os pesquisadores, ainda não sabem o porquê de, entre dois pacientes operados da mesma maneira e com a mesma técnica, um desenvolver fibrose epidural e o outro não.
Acredita-se que é uma tendência do organismo, do mesmo modo que, com qualquer ferimento na pele, algumas pessoas desenvolvem quelóides e em outras fica apenas uma linha, lembrando que essa tese não tem confirmação científica. Além disso, o aparecimento da fibrose independe de biotipo, cor, sexo ou doenças associadas.O maior desafio de médicos e pesquisadores é que não existe ainda no mercado nenhum medicamento ou tratamento que cure a fibrose epidural.
Atualmente, como forma de tratamento, existe a fisioterapia comum, a fisioterapia clássica, acupuntura e uma série de medicamentos. Mas os resultados são muito limitados, segundo os pequisadores.
Eu fiz fisioterapia durante mais de cinco anos, cinco vezes por semana, inclusive após a realização desta cirurgia. Após o implante da bomba, não fiz mais, o médico ainda não me liberou para o retorno a fisioterapia.
Qualquer hora postarei o meu número atualizado de idas ao médico, hospitais e exames...Ao contrário do que possa parecer eu não fujo da raia não. Por isso me questiono a respeito da realização de nova cirurgia, pois vai contra tudo aquilo que ouvi dos médicos até agora. De todos que consultei apenas um acha viável a realização de nova cirurgia. Evidente que vou acabar fazendo...penso em consulta-lo nas próximas semanas.
Mostrando postagens com marcador cirurgia 2007. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cirurgia 2007. Mostrar todas as postagens
sábado, 14 de março de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)