Vou começar postando o cartão que ganhei:
"Você nos tem ensinado...
que nada é impossível quando se tem um sonho,
os obstáculos tornam-se exercícios de tristezas,
momentos passageiros, e que quando descobrimos nossos dons
a vida torna-se maravilhosa.
Por isso continue sempre sendo essa pessoa guerreira, forte,
batalhadora e persistente, para que você possa vencer
todos os obstáculos, conquistar pessoas e vitórias,
alcançar o sucesso e o triunfo.
Sendo também essa mulher linda, maravilhosa, inteligentíssima,
tão amiga e acolhedora, que está sempre dispota
para ouvir e ajudar.
Nós te admiramos muito!
Amamos você."
Só o cartão bastava né? Mas ganhei café na cama, feito pelos meus filhos, que é o que mais me interessa na vida, meus filhos são meu tudo, e flores.
Perfeito.
Pena que quando abri os olhos a dor era imensa, tive que tomar uns "venenos" voltar pra cama, esperar a dor passar, para depois tomar meu cafezinho carinhoso da manhã.
Como vêem a dor continua. Minha luta para acabar com ela também. Amanhã começo acunpuntura aliada a fisioterapia.
Decidi estrear no twitter, como não to conseguindo ficar muito tempo sentada serve para me acompanhar mais rápido.
ANotem aí: http://twitter.com/diariosdedor
Feliz Dia das Mães a todas e todos também (tem pai que é uma mãe também).
Espero que vocês tenham filhos tão especiais quanto os meus.
Eles são minha razão de viver, o que faz com que eu não desista dessa procura pelo fim da minha dor.
Beijos!!!
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domingo, 9 de maio de 2010
domingo, 10 de maio de 2009
Dia das Mães

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 9 de maio de 2009
Ah que saudade....

Bem, então ontem fui na apresentação de meu filho mais novo para o dia das mães.
Meu garotinho tem 6 anos, feito essa semana, e foi a primeira vez que fui na homenagem feita por ele. Lembro dos anos anteriores, eu sempre acamada ou hospitalizada. Faz um ano hoje que sai do hospital, lembro quando ele apareceu com o pai para me buscar no início do sábado a tarde. No domingo eu estava com muita dor de cabeça, só desci para almoçar junto com eles...foi muito triste.
Eu já passei por tanto "dia das mães", mas sempre a emoção é única. Lembro das meninas, a Isa sempre foi a escolhida para ler as homenagens na escola, lendo pra mim, tão bonitinha lá na frente. Lembro da Cássia, meiguinha, enfeitadas. Da Thu quando era um toquinho. Da ansiedade de entregar os cartõezinhos feito com as primeiras letras aprendidas do alfabeto, enfeitados com purpurina.
Ser mãe é uma benção. Talvez a benção mais trabalhosa e ao mesmo tempo gostosa do universo. Eu sempre me emociono eu sempre choro...sempre.
Ontem meu filho disse antes da apresentação que a professora disse que se eles cantassem bem bonito as mães iriam "chorar de feliz", e que se fosse feio elas iriam "chorar de triste". Dai ele me perguntou como eu ia chorar, eu disse "De feliz, claro, pq eu sei que vc cantará muito bonito".
É incrivel ver seu filho te homenageando, a gente dando tiauzinho se saber se eles estão nos vendo ou não.O sorriso que nos aguarda e o orgulho de ser seu filho.
Lembro de todas as lembranças que ganhei no dia das mães. Os cartõezinhos tenho guardado até hoje. Assim como os primeiros trabalhinhos, as primeiras letras, os primeiros rabiscos.
Lembro dos pequenos acidentes, de cada marquinha e cada pinta que trazem. Dos passeios nos parques, das sessões de cinema, de cada emoção única, vivida ao lado de cada filho.
Não há uma sensação como essa. É gostoso lembrar das horas e minutos que cada um nasceu. A forma como nasceram. Os cabelos, enrolados da Thu e espetadinhos do Paulo. Da manchinha na testa da Cássia, dos olhos de japonesa da Isa. Eu não tenho fotos do meu parto. Nenhum deles.
Mas tenho uma foto do exato momento que cada um veio ao mundo.
Essa guardada na memória e no peito. E irá durar pra sempre.
Abraços a todos, feliz Dia das mães a todas que me acompanham. Que vocês tenham dias felizes de mãe, como eu tenho.
Clê
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