Ontem foi um dia terrivel de dor...sofri o dia todo. A noite acabei tomando o dobro de amiptryl para tentar dormir e supresa, não dormi. Acordei hoje super-cansada.
Pior que sono acumulado causa dor de cabeça.
Afora isso as coisas estão indo bem. Ontem lendo o artigo que postei para todos, onde é aconselhado que a gente mesmo com dor continue a viver "normalmente" fiquei pensando: como viver "normalmente"? Eu não vivo "normalmente" há muito tempo...Acho que quem sofre com dor, de início tenta levar uma vida "normal". No começo eu saía de vez em quando de casa, bem no começo em 2002. Com o tempo e as dores aumentando fui me retraindo.
Hoje eu só saio para coisas que sejam impossíveis que outras pessoas façam por mim: ir ao médico, por exemplo. Esse ultimo mês alias fui ao médico também com minhas filhas. E só. Finito.
Estou aguardando a realização do ultimo exame que está marcado para o dia 11/09. A partir dai saberei se existe a possibilidade de fazer uma nova cirurgia.
Pra piorar meu beneficio do INSS vai até 30/09. Aquilo que o perito disse na ultima vez que fui até (que ia enviar meu caso para o conselho) não deu em nada. Não recebi nenhum chamado, nenhuma carta, nada.
Evidente que vou pedir a prorrogação. São seis anos afastada do meu trabalho. Fico a pensar quanto tempo é necessário para que o INSS tome uma decisão definitiva.
Quem sabe 10 anos? Vcs se lembram que postei uma recomendação do Ministro Pimentel para que os peritos concedam os benefícios sem ficar pensando nos custos que isso traz, mas avaliando apenas se o segurado tem direito ou não ao benefício. Isso foi em maio acho. Não lembro. Espero que estejam seguindo essa recomendação.
Essa semana no PR foi presas diversas pessoas que estavam simulando (principalmente doenças mentais) para obter benefícios.
Na minha opinião o Estado tem que agir com rigor com tais pessoas. Pq a simulação de alguns causam prejuízos a muitos...O perito começa a avaliar não no sentido de que o segurado esteja realmente incapacitado, mas que existe uma simulação.
Nós que estamos incapacitados temos que provar que realmente não podemos trabalhar.
Então somos prejudicados pela ação desses criminosos. Quem aplica golpes nos cofres públicos prejudica a coletividade. Não é o patrimonio do Estado que está em jogo.
É o nosso, é de todos. Então eu torço para que todos os simuladores sejam presos, mas que os peritos sejam justos com aqueles que realmente precisam estar afastados do trabalho. Tomara!
Beijos,
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domingo, 30 de agosto de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
A teoria da relatividade na prática...

Não estranhem o título. Eu sempre fui muito ruim em matérias como física e química. Aliás, era ruim em matemática também, mas sempre tive um bom raciocínio lógico nato, desde o princípio, foi isso que me ajudou a fazer contabilidade. Também sempre fui boa com as palavras e isso me ajudou em Direito.
Voltemos a teoria da relatividade, a fórmula de Einsten, que nem me atrevo a reproduzir...rs
O que quero dizer é que o tempo é algo extremamente relativo. Pense comigo: quantas vezes vc estava lá no seu trabalho, com seus afazeres e queria um tempinho livre, para fazer alguma coisa, como por exemplo, ir na manicure, ou ir ao banco, ou ir ao cinema, sei lá qualquer coisa...
Você tinha uma vida atribuladíssima, correndo de um lado para o outro, sempre com mil coisas que ficavam a serem feitas, aguardando um tempo.
Então...um dia você fica doente. Eu trabalhei um ano e meio doente, é díficil, muito difícil, mas chega um dia e você é afastado(a) do trabalho. O que me irritava no início, eram piadinhas de ex-colegas de trabalho, ligando pra sua casa e perguntando como estavam as "férias". Odeio isso, férias é férias. Afastamento por doença é outra coisa absolutamente diferente.
Mas, voltando, ao assunto. Então você não tinha tempo para nada. Provavelmente se desdobrava entre trabalhar, estudar, cuidar da casa, cuidar dos filhos. E quando vc se afasta do trabalho â situação muda radicalmente.
O tempo existe. Você tem todo o tempo do mundo. Mas...como fazer aquilo que realmente você gostaria de fazer? Impossível.
Vou dar um exemplo: eu passo meses sem ir à manicure, porque não consigo ficar sentada mais de meia hora. Quando vou ao Banco entro na fila preferencial, as pessoas podem não entender de imediato pq alguém aparentemente jovem está na fila preferencial, mas eu também não consigo ficar muito tempo em pé. E entro pela porta de deficientes, eis que o mecanismo que com o uso para dor não posso passar pelo detectores de metais.
Não vou ao cinema, não saio, não passeio. Minha vida divide-se entre o tempo da fisioterapia, dos especialistas em dor, dos hospitais, das emergências. E todos os outros que se ocupam disto.
Então a vida parece meio que sem sentido...Eu fico em casa um longo tempo, leio, normalmente apoiada em almofadas, vejo os noticiários, escrevo no Jus, visito as comunidades e só, acaba aí!
Eu queria mesmo era estar 100%! Tenho vontade de estar nessa roda-viva que é o cotidiano, sem tempo nem pra respirar direito! Caramba, eu não estou acostumada a ficar em casa...
Sinto falta da faculdade, de ser "obrigado" a pensar, de buscar soluções. Sinto falta do trabalho, de verdade. Até das picuinhas, das fofocas eu sinto falta.
Não é que não me empenhe em resolver o meu "problema". Desde o início eu segui todas as recomendações médicas, fiz todos os procedimentos e cirurgias indicadas, mas a verdade é uma só: a cada ano eu me sinto cada vez pior.
Mas minha cabeça quer estar a mil por hora e quero que meu físico me acompanhe.
Esse ano TEM que ser o ano das soluções, ser o ano do BASTA, de verdade!
Abraços a todos que acompanham!
Boa semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Clê
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Retornando a "saga"...

Bem...vou voltar um pouco no tempo para dar continuidade a saga...que deu origem a esse blog.
Então no início de 2002, após ficar internada por uma semana e mais uma semana em casa retornei ao trabalho. Eu sempre trabalhei muito, desde muito cedo. Quando comecei a trabalhar na minha vida, eu tinha 11 anos ( nem se falava em trabalho infantil naquela época não, esse assunto só começou após o Estatuto da Criança e Adolescente de 1990). Trabalhei como babá de três criancinhas, dos 11 aos 14 anos de idade. Aos 15 comecei a trabalhar com CTPS assinada, como faturista - que é quem faz faturamento de notas fiscais - bem emocionante...rs
Depois tive vários empregos na área administrativa e aos 20 comecei a trabalhar em escritório de advocacia, depois vieram os sindicatos.
Voltando ao assunto doença. Existem dois momentos na vida de quem trabalha, de quem sempre trabalhou: Antes e após a doença. Momentos profissionais estes a que me refiro.
Você pode ser o melhor funcionário que sua empresa, o mais competente, o mais batalhador (puxa-saco não, odeio puxa-sacos), o mais eficiente. Ficou doente, pronto! Começa seu inferno!
Você pode se esforçar ao máximo, trabalhar com dor, sorrir quando não consegue, tentar fazer tudo dentro dos parâmetros anteriores, mas seus chefes jamais vão te tratar como alguém normal de novo.
Trabalhador doente em qualquer lugar é visto como problema. Não necessitaria, evidentemente, mas é assim que passamos a ser tratados.
Quando retornei para o trabalho foi assim. Te tratam como inválida, te tratam como desnecessário, te tratam como trapo.
E então além de forças para superar as dificuldades físicas você ainda tem que ter muito "jogo de cintura" ou não, para aguentar o terrorismo psicológico. Várias vezes vim do meu emprego pra casa chorando, pq as humilhações eram renovadas a cada dia de trabalho.
Tinha dias que eu acordava e pensava mil vezes antes de por o pé no chão, de tanto que eu acordava dolorida, pensava mil vezes antes de ir trabalhar...mas eu ia. Fazia um tremendo esforço, tomava um banho quente (para quem tem dor, sabe do que eu estou falando, dá uma relaxadinha na dor) me entupia de remédios e ia trabalhar.
Você tenta fazer com que seu rendimento seja o mesmo. Mas é muito difícil. Trabalhar dolorido não é fácil, é penoso...e eu não aconselho.
Depois de diagnosticado meu problema de coluna fiquei um ano e meio trabalhando com dor...e foi a pior coisa que eu já fiz pra mim mesma. Eu deveria ter dado entrada no pedido de benefício imediatamente, quando vi que o retorno ao trabalho estava muito pesado, mas não fiz...
Preferi continuar trabalhando, guerreira, do quê entregar os pontos.
Engravidei em agosto de 2002...imagina então seguir trabalhando com dor nas costas e grávida! Um tormento! Deus sabe o que passei. Eu tive uma gravidez tranquila, apesar da medicação e apesar de todo o cuidado tomado para que o quadro de algia não se agravasse.
Mas meu filhinho é antes de tudo um ser abençoado. Durante a gravidez as minhas vertébras lombares mudaram de ângulo e ficou em uma posição não muito dolorida, mesmo pq eu não podia mais tomar medicamento para dor.
Eu ainda insisti com a médica para que fosse parto normal. Claro que não ia dar certo, então meu bebê sentou e bateu o pézinho...rs...e acabei fazendo uma cesárea.
Neste periodo entre fevereiro de 2002 e maio de 2003, fiz muita fisioterapia, usei muita medicação (AINE's, anti-inflamatórios).
O que seguiu depois que meu filho nasceu...continuarei a contar na "saga"!
Beijo a todos!
Agradeço a minha amiga Márcia, pela foto do post!
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Primeiro internamento...primeiro afastamento da vida!
Continuando a "saga".
Como coloquei no post anterior, a coluna não deu sinal nenhum de anormalidade por um bom tempo.
Em janeiro de 2002 eu deveria entrar em férias, do meu trabalho exercido em um escritório de advocacia. Deveria, mas não entrei.
Por volta do dia 21 as dores voltaram, mais intensas, a ponto de dar um passo ser algo extremamente doloroso. Fiquei três dias trabalhando assim, pois não havia ninguém para me substituir. No dia 24/01 fiquei trabalhando até por volta de 22:00. Estava um dia chuvoso, meio cinzento e a noite não estava muito diferente, exceto na intensidade da chuva. Dos três dias de início da dor, foi se agravando...era muita dor, era insuportável. Então fechei o escritorio chamei um táxi e fui pro hospital.
De início fui atendida por um reumatologista, maravilhoso, Dr. Feijó, que constatou que nas minha ida anterior ao PS (dia 15/01) haviam diagnosticado com dor renal mas tal diagnóstico estava errado. Na verdade, uma semana antes já era a coluna lombar dando seus sinais, mas eu havia tomado buscopam injetável na época e voltei a trabalhar.
A dor lombar, até por suas características, costuma-se irradiar para os membros inferiores, e nessa "irradiada" é que consideraram como dor lombar, pois a dor no dia, na área dos rins, também estava insuportável.
O Médico me internou de urgência. Me deram de início algum relaxante muscular, pois me lembro de ligar para o meu marido, com a voz pastosa e dizer "estou internada" e puft.
Acordei na cama do hospital, com muita dor, muito desconforto, mas meu marido tava lá, segurando minha mão. Ele é meu anjo da guarda. Não sei o que seria de mim, sem ele, que está sempre me apoiando. É muito importante ter apoio de sua família, pois um ser com dor se sente o "último dos seres", perdido. Fui encaminhada para fazer uma ressonância magnética, que restou constatado hérnia discal em L5-S1.
Pra ser sincera, eu até aquela época não dava muita bola pra dor nas costas não...até sentir,claro!
O velho ditado de "pimenta nos olhos dos outros é refresco" se aplica bem ao caso, a gente não tem idéia de como é, antes, depois é o inferno.
Fiquei internada sete dias, fiz fisioterapia, tomei várias medicações e sai dali com o compromisso de continuar o tratamento, que foi o que fiz.
Além da RM foram feitos outros exames posteriormente, exames de sangue, exames para constatar se havia alguma malignidade, etc.
O que mais me marcou nesse internamento foi a incapacidade de conseguir dar um passo...Você percebe o quanto a gente é inútil não é mesmo? De repente vc está lá, sem conseguir se apoiar em nada, com uma dor terrível, tanto no quadril quanto nos pés e pernas...
Bem, passado o internamento meu médico me deu mais uma semana de atestado para ficar em casa...e depois retornei ao trabalho.
Sobre esse retorno ao trabalho, postarei a parte, pois tem outras questões envolvidas, que quem já ficou doente sabe.
Beijo a todos!
Clê
Como coloquei no post anterior, a coluna não deu sinal nenhum de anormalidade por um bom tempo.
Em janeiro de 2002 eu deveria entrar em férias, do meu trabalho exercido em um escritório de advocacia. Deveria, mas não entrei.
Por volta do dia 21 as dores voltaram, mais intensas, a ponto de dar um passo ser algo extremamente doloroso. Fiquei três dias trabalhando assim, pois não havia ninguém para me substituir. No dia 24/01 fiquei trabalhando até por volta de 22:00. Estava um dia chuvoso, meio cinzento e a noite não estava muito diferente, exceto na intensidade da chuva. Dos três dias de início da dor, foi se agravando...era muita dor, era insuportável. Então fechei o escritorio chamei um táxi e fui pro hospital.
De início fui atendida por um reumatologista, maravilhoso, Dr. Feijó, que constatou que nas minha ida anterior ao PS (dia 15/01) haviam diagnosticado com dor renal mas tal diagnóstico estava errado. Na verdade, uma semana antes já era a coluna lombar dando seus sinais, mas eu havia tomado buscopam injetável na época e voltei a trabalhar.
A dor lombar, até por suas características, costuma-se irradiar para os membros inferiores, e nessa "irradiada" é que consideraram como dor lombar, pois a dor no dia, na área dos rins, também estava insuportável.
O Médico me internou de urgência. Me deram de início algum relaxante muscular, pois me lembro de ligar para o meu marido, com a voz pastosa e dizer "estou internada" e puft.
Acordei na cama do hospital, com muita dor, muito desconforto, mas meu marido tava lá, segurando minha mão. Ele é meu anjo da guarda. Não sei o que seria de mim, sem ele, que está sempre me apoiando. É muito importante ter apoio de sua família, pois um ser com dor se sente o "último dos seres", perdido. Fui encaminhada para fazer uma ressonância magnética, que restou constatado hérnia discal em L5-S1.
Pra ser sincera, eu até aquela época não dava muita bola pra dor nas costas não...até sentir,claro!
O velho ditado de "pimenta nos olhos dos outros é refresco" se aplica bem ao caso, a gente não tem idéia de como é, antes, depois é o inferno.
Fiquei internada sete dias, fiz fisioterapia, tomei várias medicações e sai dali com o compromisso de continuar o tratamento, que foi o que fiz.
Além da RM foram feitos outros exames posteriormente, exames de sangue, exames para constatar se havia alguma malignidade, etc.
O que mais me marcou nesse internamento foi a incapacidade de conseguir dar um passo...Você percebe o quanto a gente é inútil não é mesmo? De repente vc está lá, sem conseguir se apoiar em nada, com uma dor terrível, tanto no quadril quanto nos pés e pernas...
Bem, passado o internamento meu médico me deu mais uma semana de atestado para ficar em casa...e depois retornei ao trabalho.
Sobre esse retorno ao trabalho, postarei a parte, pois tem outras questões envolvidas, que quem já ficou doente sabe.
Beijo a todos!
Clê
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Perícias médicas...
Hoje vou dar um tempo no meu diário para publicar meu post do "jus navegandi". O último, postado agora pela manhã...Eu estou tentando voltar no tempo e ir escrevendo aos poucos, pela ordem cronológica das coisas, mas irei dar um pulo para minha vida atual, depois retorno à "saga", pq preciso fazer algo pela minha vida, então uso o blog como terapia...mas vamos lá:
Bom dia a todos!
O Decreto é de 2006(5844), a alta programada, ou o chamado "COPS", vem sem sendo aplicado desde 2005. Eu fiz uma perícia logo após ter começado a ser aplicado o COPS. Antes nós íamos a perícia e o benefício continuava sendo pago até a próxima perícia, que é o correto evidentemente. Terminada a perícia vc já saia sabendo qual era sua próxima perícia e O PERITO que iria realiza-la. Na fichinha que nos era dada pelo funcionário tinha espaço para 10 perícias. Me lembro que nessa pericia (quando deveria ser aplicado o COPS), o perito me disse "mudou a lei, vou te afastar por dois anos, quando vc retornar ou te aposentamos ou vc volta a trabalhar". Eu fui pra casa acreditando nisso. Acreditando que ou eu sarava neste tempo ou resolvia pelo menos a questão contratual. Pq não existe nada mais incomodo que estar afastado do trabalho. Você perde a sua referência. Não está desempregado, mas também não está trabalhando e também não está aposentado!
Odeio este termo "encostado", que é usado por quase todo mundo. Eu não to encostada em nada. Na realidade, nunca me senti tão desprotegida na minha vida. Acho que no tempo que estou afastada (a CLT diz licenciamento para tratamento de saúde que é o termo correto) é o tempo que mais ficamos a descoberto, justamente pq não há nenhuma certeza. "Encostado" é para aqueles que estão fraudando a previdência, então encontram alguma coisa para encostar.
Meus colegas de trabalho no primeiro ano me ligavam, quando eu ia realizar cirurgias me visitavam no hospital, hj ninguém entende ainda pq o INSS não me aposentou, ninguém nem lembra que eu existo depois de mais de 5 anos. Acho que até para um leigo fica fácil de compreender, que se você está afastado por tanto tempo é porque nenhuma solução médica/clínica foi encontrada para o seu problema de saúde.
Fico pensando em quanta expectativa eu tive, todas as vezes a que fui submetida a uma nova cirurgia, quanta esperança, pq eu tenho esperança que um dia eu vou me curar e voltar a ser a pessoa de antes. De voltar a conseguir a passear em um parque com meus filhos, de voltar a ir em uma sessão de cinema, de poder andar pra ver vitrine, de ir a praia (fica 100 km) de ir para casa de minha sogra (outros 100 km), de ter vida sexual, enfim tudo que se torna impossivel para quem tem dor musculo-esquelética que é o meu caso, associado ainda a outros problemas neurológicos.
Me deprime minhas perícias atuais. Se antes vc conhecia o perito pelo nome, conseguia-o tratar como um profissional da medicina, eu sempre agia como se estivesse em consulta, hj eu tenho medo. Medo pq sei que quem está ali na minha frente tem em mente antes de tudo uma missão administrativa. Vejam isso que achei que não é recente, e vejam a mensagem ao final: Os peritos são responsabilizados como "guardiões do tesouro" e pior, agem como tal. E nós, lesionados, somos tratados como "ladrões do tesouro", um gasto que corresponde a 4,5% do PIB anual.
Ora eu lá tenho culpa se o governo resolveu estender os benefícios previdenciários para quem nunca trabalhou na vida, sem pensar em fonte de custeio? É o caso de concessão para donas de casa, rurais, autonomos, agora (ontem) aos chamados "empresa de um empregado só"!
Temos um problema sério, temos! Vai explodir em alguns anos o sistema previdenciário no nosso País? Vai. É só observar que a população ativa não está crescendo na mesmo proporção da inativa. Em menos de 15 anos, o percentual de pessoas acima de 60 anos vai dobrar e isso não vai ocorrer com as contribuições. Teremos início de um País envelhecido e o governo provavelmente vai passar as aposentadorias por idade para depois dos 70 anos, eis que a média de vida atual é de 72 anos. Vai aumentar o tempo de contribuição possivelmente em mais 5/10 anos.
Mas não dá pra virar as costas para quem está lesionado. Nós não pedimos para estar assim, nessa situação. Eu preferia mil vezes estar trabalhando que penando todos os dias com diversos remédios, fisioterapia, tratamento, que cada vez mais piora meus efeitos colaterais. Vejam depois me digam:
http://www.fapese.org.br/cursos/aulas/permed/ARACAJU_II_b_NOCOES_DE_PREVIDENCIA_SOCIAL.ppt#313,61,Slide%2061
Por fim Anabela, essas manifestações contra a alta programada já foi realizada diversas vezes, principalmente encabeçado pelos Bancários, que possuem uma base sindical forte, e que é, em termos de lesionados, a maior categoria do Brasil, principalmente no que diz respeito a LER/DORT.Mas lutar é sempre, e pelo visto, pra sempre.
Abraços a todos, bom dia!
Clê
Bom dia a todos!
O Decreto é de 2006(5844), a alta programada, ou o chamado "COPS", vem sem sendo aplicado desde 2005. Eu fiz uma perícia logo após ter começado a ser aplicado o COPS. Antes nós íamos a perícia e o benefício continuava sendo pago até a próxima perícia, que é o correto evidentemente. Terminada a perícia vc já saia sabendo qual era sua próxima perícia e O PERITO que iria realiza-la. Na fichinha que nos era dada pelo funcionário tinha espaço para 10 perícias. Me lembro que nessa pericia (quando deveria ser aplicado o COPS), o perito me disse "mudou a lei, vou te afastar por dois anos, quando vc retornar ou te aposentamos ou vc volta a trabalhar". Eu fui pra casa acreditando nisso. Acreditando que ou eu sarava neste tempo ou resolvia pelo menos a questão contratual. Pq não existe nada mais incomodo que estar afastado do trabalho. Você perde a sua referência. Não está desempregado, mas também não está trabalhando e também não está aposentado!
Odeio este termo "encostado", que é usado por quase todo mundo. Eu não to encostada em nada. Na realidade, nunca me senti tão desprotegida na minha vida. Acho que no tempo que estou afastada (a CLT diz licenciamento para tratamento de saúde que é o termo correto) é o tempo que mais ficamos a descoberto, justamente pq não há nenhuma certeza. "Encostado" é para aqueles que estão fraudando a previdência, então encontram alguma coisa para encostar.
Meus colegas de trabalho no primeiro ano me ligavam, quando eu ia realizar cirurgias me visitavam no hospital, hj ninguém entende ainda pq o INSS não me aposentou, ninguém nem lembra que eu existo depois de mais de 5 anos. Acho que até para um leigo fica fácil de compreender, que se você está afastado por tanto tempo é porque nenhuma solução médica/clínica foi encontrada para o seu problema de saúde.
Fico pensando em quanta expectativa eu tive, todas as vezes a que fui submetida a uma nova cirurgia, quanta esperança, pq eu tenho esperança que um dia eu vou me curar e voltar a ser a pessoa de antes. De voltar a conseguir a passear em um parque com meus filhos, de voltar a ir em uma sessão de cinema, de poder andar pra ver vitrine, de ir a praia (fica 100 km) de ir para casa de minha sogra (outros 100 km), de ter vida sexual, enfim tudo que se torna impossivel para quem tem dor musculo-esquelética que é o meu caso, associado ainda a outros problemas neurológicos.
Me deprime minhas perícias atuais. Se antes vc conhecia o perito pelo nome, conseguia-o tratar como um profissional da medicina, eu sempre agia como se estivesse em consulta, hj eu tenho medo. Medo pq sei que quem está ali na minha frente tem em mente antes de tudo uma missão administrativa. Vejam isso que achei que não é recente, e vejam a mensagem ao final: Os peritos são responsabilizados como "guardiões do tesouro" e pior, agem como tal. E nós, lesionados, somos tratados como "ladrões do tesouro", um gasto que corresponde a 4,5% do PIB anual.
Ora eu lá tenho culpa se o governo resolveu estender os benefícios previdenciários para quem nunca trabalhou na vida, sem pensar em fonte de custeio? É o caso de concessão para donas de casa, rurais, autonomos, agora (ontem) aos chamados "empresa de um empregado só"!
Temos um problema sério, temos! Vai explodir em alguns anos o sistema previdenciário no nosso País? Vai. É só observar que a população ativa não está crescendo na mesmo proporção da inativa. Em menos de 15 anos, o percentual de pessoas acima de 60 anos vai dobrar e isso não vai ocorrer com as contribuições. Teremos início de um País envelhecido e o governo provavelmente vai passar as aposentadorias por idade para depois dos 70 anos, eis que a média de vida atual é de 72 anos. Vai aumentar o tempo de contribuição possivelmente em mais 5/10 anos.
Mas não dá pra virar as costas para quem está lesionado. Nós não pedimos para estar assim, nessa situação. Eu preferia mil vezes estar trabalhando que penando todos os dias com diversos remédios, fisioterapia, tratamento, que cada vez mais piora meus efeitos colaterais. Vejam depois me digam:
http://www.fapese.org.br/cursos/aulas/permed/ARACAJU_II_b_NOCOES_DE_PREVIDENCIA_SOCIAL.ppt#313,61,Slide%2061
Por fim Anabela, essas manifestações contra a alta programada já foi realizada diversas vezes, principalmente encabeçado pelos Bancários, que possuem uma base sindical forte, e que é, em termos de lesionados, a maior categoria do Brasil, principalmente no que diz respeito a LER/DORT.Mas lutar é sempre, e pelo visto, pra sempre.
Abraços a todos, bom dia!
Clê
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